31/03/2010

Das coisas que aprendi...


É verdade, vocês têm razão, estou mesmo devendo um texto sobre o nascimento da minha filha, então lá vai...

Logo que a Vanessa disse que estava grávida já passei a me considerar pai. É normal, ficamos todo orgulhoso e ainda serve para fazer uma boa média com a esposa, mas o fato é que é ela quem carrega a criança por nove meses e para nós, pais, resta pouco a fazer, apenas a tarefa de confortá-la nos momentos de dúvida.

Mal sabia eu que existe um lugar e um momento certo em que essa transformação acontece. É na sala do Pré-parto, minutos antes do nascimento que viramos pai de verdade.

Ficamos ali sozinhos, enquanto a esposa vai pra sala de parto ser preparada. Lembro que tinha uma TV e estava passando Do que as mulheres gostam? Bom filme, mas insuficiente para ocupar o espaço de todos os pensamentos que temos nesses 15/20 minutos ali, sozinhos.

Então resolvi pensar no que queria para o futuro da minha Anna Beatriz. Lembrei que quando era pequeno tinha colheres com elefantes desenhados e travesseiros de animais, mas provavelmente só lembro disso por causa das fotos, tenho poucas recordações do tempo em que era tão pequeno.

A primeira coisa que lembro é que ficava ansioso para saber se Bastian e Atreio conseguiriam salvar a princesa menininha toda vez que assistia à História sem fim (e foram muitas), como se o final pudesse mudar. O filme foi o principal responsável por eu gostar de livros. E ai pensei, tenho ele em casa, mas em DVD (sei lá qual será a mídia do momento quando ela conseguir entender o filme).

Depois pensei nos desenhos, músicas e programas de TV da nossa época, coisa para criança, sem violência ou segundas intenções. Será que ela vai gostar tanto do Peter Pan quanto eu?

São muitas dúvidas e poucas certezas, a maior delas é que, para ser feliz, precisamos apenas da família, alguns padrinhos legais e meia-dúzia de amigos inseparáveis, sempre dispostos a lembrar os momentos felizes da infância.

O resto eu seu que a própria vida se encarrega de dar um jeito.

Seja feliz Anna Beatriz, o papai te ama.

2 comentários:

Lesma de sofá disse...

Que amor...
Eu sempre acho a coisa mais bonitinha do mundo, um pai se derretendo! Ainda mais vc que tá se derretendo há um tempão. Lembro do dia em que vc me contou que ela tava grávida (no corredor);e do dia que descobriu que era menina!
Olha rapaz, a melhor coisa que vc pode fazer por ela é ser muito feliz. Não tem coisa melhor pra uma menina que um pai contente e realizado.
muitos beijos e parabéns por essa coisinha cabeludinha fofa.

Paulo disse...

Pois é, Mendroni. Alguns times nascem póstumos. É o caso do Santa Cruz.