
Como conseguem ter toda essa estrutura vendendo energético?
Foi essa a pergunta que me veio à cabeça ao ver o alemão Sebastian Vettel, piloto da Red Bull, cruzar a linha de chegada e ser o atleta mais jovem a conquistar o título da Fórmula 1, no final do ano passado.
A empresa mantém duas equipes na categoria (Red Bull e Toro Rosso), a mais cara do automobilismo. Porém, seu principal investimento é apenas um dentre o vasto ‘patrimônio esportivo’ que conquistou em 24 anos de existência.
São mais de 500 atletas patrocinados, de 56 países diferentes, alguns deles são destaques em suas modalidades, como o snowboarder e skatista Shaun White e os pilotos Sebastian Vettel e Sébastien Loeb.
Além das duas escuderias, a empresa possui equipes próprias em diversos esportes e criou alguns eventos mundiais de esportes radicais, como o Red Bull Crashed Ice, mistura de Hóquei no gelo com esqui, o X-Fighters (Motocross), o Cliff Diving (mergulho de plataforma) e a Air Race (corrida de avião).
A empresa bancou a construção de um estádio de futebol em Nova Jérsei e uma pista para a prática de esportes na neve, em Rocky Mountains, ambos nos Estados Unidos. Investimento no esporte na casa de meio bilhão de dólares por ano.
Dinheiro que, quando confrontado com o balanço financeiro da empresa, tornam a resposta para a pergunta inicial menos absurda. A Red Bull está em mais de 140 países e tem faturamento anual de 3,8 bilhões de euros (R$ 8,5 bilhões), graças à venda de mais de quatro bilhões de latas de energético por ano. Se empilhadas, seria possível chegar à Lua e sobrariam latinhas para comemorar.
Sucesso de vendas em lojas de conveniência, o público jovem é o principal alvo da empresa. Segundo pesquisa da revista Time, a bebida é a mais popular na faixa entre 15 e 35 anos nos Estados Unidos. Situação semelhante à do Brasil, onde chegou em 1998 e já é líder com 40% das vendas em um mercado que movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano.
Paixão de Dietrich Mateschitz, empresário austríaco de 66 anos, um dos criadores do Red Bull. Ele usou o esporte para popularizar seu negócio e colocá-lo entre as pessoas mais ricas do mundo, com patrimônio superior a 4 bilhões de dólares.
Atrás apenas de Nike, Adidas e Coca-Cola em investimento esportivo, não custa lembrar que, assim como promete seu slogan, a Red Bull tem dado asas para o esporte crescer, mas faz com que seu dono suba a cada ano na lista dos bilionários.

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